Capítulo 2
Pavilhão das Fontes
Sobre cada nascente mineral, ergueu-se um pequeno pavilhão de ferro e vidro, desenhado para proteger a água e, ao mesmo tempo, exibi-la como atração central da estação.
Ferro, vidro e luz
Os pavilhões das fontes seguiam um repertório comum aos balneários da época: estrutura metálica leve, cobertura em arco e grandes aberturas de vidro que deixavam a luz natural incidir sobre a água mineral. A escolha desses materiais não era apenas estética — o ferro fundido permitia vãos maiores sem pilares internos, e o vidro mantinha o espaço ventilado e visível de longe.
Internamente, bicas de bronze ou latão conduziam a água até pequenas bacias, onde os visitantes a recolhiam em copos ou garrafas para o consumo recomendado pelos médicos da estação. Bancos dispostos ao redor do pavilhão convidavam à espera e à conversa entre uma dose e outra.
Um símbolo da estação
Fotografias e cartões-postais da época frequentemente escolhiam o pavilhão principal como imagem de capa da estação, reforçando sua função de marco visual. Jardins simétricos, canteiros de flores e caminhos de cascalho emolduravam a construção, compondo um cenário cuidadosamente planejado para o passeio matinal dos hóspedes.
Esses pavilhões permaneceram em uso enquanto durou o fluxo intenso de veranistas, sendo preservados, em versões adaptadas, muito depois do fim da era descrita neste acervo — um testemunho da importância que a água mineral teve na identidade da região.